Um dos princípios da humanização do parto é a presença de um acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto. Esse acompanhante pode ser o pai do bebê, parceiro(a) atual, mãe, amigo, familiar, enfim, alguém que ofereça apoio, segurança e tranquilidade para a gestante neste momento.

É importante entender que este é um direito da gestante e não do acompanhante. Isso significa que a escolha é dela. Isso deve ser definido no plano de parto, para que a gestante não precise tomar uma decisão sob pressão e em um momento tão delicado.

O acompanhante é o elo entre a gestante e a família, possui envolvimento emocional e, geralmente, fica sensibilizado e envolvido durante o trabalho de parto. Seu papel é exclusivamente promover suporte pessoal para a gestante e provavelmente não terá o discernimento suficiente para saber quais atitudes tomar, não sabe exatamente o que está acontecendo ou o que a mulher está precisando e até ter medo de atrapalhar sua companheira.

Mas e a Doula?

A doula não substitui esse acompanhante, muito pelo contrário, ela vai ajudar não só a gestante no alivio das dores, mas também apoiar esse acompanhante para que a presença dele(a) seja o mais benéfico possível.

O apoio da Doula à gestante não é importante somente durante o trabalho de parto, mas também durante a gestação e o puerpério, a mulher passa por diversas alterações hormonais, dúvidas, medos e descobertas e é super importante contar com o acolhimento e a possibilidade de dividir isso com alguém de confiança. Por isso, é imprescindível ter a presença do pai do bebe ou acompanhante durante o pré-natal, já que este estará ao lado dela durante todo este período, principalmente quando ela estiver mais vulnerável e com dores. 

Como a lei do acompanhante está funcionando durante a pandemia do Covid-19?

Existe uma polêmica, já que não foi criado nenhum decreto que impeça a presença de acompanhante durante o parto, portanto, continua valendo a “Lei do acompanhante”. Porém, alguns hospitais estão restringindo a entrada desse acompanhante e também de doulas, a fim de evitar aglomerações.

Sabemos que em partos normais, as gestantes que possuem acompanhantes se sentem mais seguras e possuem um desfecho muito melhor do que aquelas que contavam com esta presença e de última hora não pode ter esse apoio. É preciso estar em um estado emocional equilibrado e seguro para que o processo flua e não haja necessidade de intervenções indesejadas e possíveis desfechos traumáticos para aquela mulher.

Autoria: Doula Camila Zampini,  São Paulo, Brasil.

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